segunda-feira, 27 de junho de 2011

for sure

Doce essência encantadora,
porque me faz parecer tão tola ao deparar-me contra ti?
Queria compreender um terço do que sinto em meu peito agora e
desflorar diante dos teus belos olhos que
silenciosamente me convidam a entrar em um paraíso infindo onde tu moras
e esconde o mais profundo desejo.

O seu verdadeiro eu.
O suave olhar ao que te agrada e a carne exposta ao que te incomoda.
Irei cavar diante de tua beleza os teus erros e a partir deles,
ter conhecimento do motivo da minha grandiosa admiração,
fazendo com que o todo se redima e se liberte da maldição que o retém dentro de seu pobre coração

Aquele que clamas não ter, sendo que na verdade é uma exaustão de tanto ser malhado

oh pobre coração!



Porém, gentilmente peço-lhe para que deixes teu perfume em meu travesseiro

Fazendo com que tu permaneça em meu sentimento

não sei por quanto tempo,

mas com o interminável prazer de tua pseudo-companhia.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

memories





conformada com o impróprio,
sugada por este mundo ingrato,
o sorriso permanece.

e neste momento,
a felicidade que me atinge,
parte.

inalcançável...

deixando comigo o vazio
que não é preenchível.
onde encontro um conforto satisfatório
no fundo de uma

velha garrafa.

sem mais motivos,
apenas o meu analgésico,
ouço melosos zumbidos
que tentam me entrelaçar na simbiose

surrealidade-maturidade

e geram meu ser.
meu único meio de sobreviver.
contando o quão podre me sinto por dentro
e me exponho ,em carne viva ,a dor na qual me encontro agora.

infinda...

de tantas lembranças das quais vejo você.
apreciando nossos sinfônicos acordes simbólicos...
deitado,abraçado,não comigo,não com seu cheiro.
mas com o alheio...a pura

mentira.

que te leva aonde você merece estar e ficar.
sem questionamentos pertubadores,
ou pessoas a me rodear,




aproveite sua




ida,vinda,partida.

domingo, 10 de abril de 2011

in.

Álcool
domina minha mente
acha que é gente

incontente impaciente incoerente

e se resume a impressão
em vão ou não

posso ser o que anseio
mas sou o que me cativou e
esteve ao meu alcance

e neste doce enlance
me manteve inconstante
fazendo jus ao

teu meu nosso lance

bordado e à pintar fica a nostalgia
daquilo que um dia
ousei a me ausentar e

aquela vontade de me saciar
ficou vagando no esquecimento
enquanto eu lindamente me tocava

e sentia o falso fel indecente

e gotículas cloretadas depravavam
em sua camisa cor de venus algodão
nos perdendo

cama quarto chão

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

- Persuit

O vazio ecoa em meu peito conforme a solidão domina imperdoavelmente o meu ser.
As paredes,antes avermelhadas,
desbotaram a espera de alguém.
Meu coração bate com euforia,
sustentando o meu singelo sorriso,
mas por dentro seu ciclo aparenta ser em vão.

Muita coisa há de ser escrita em momentos como esse.
O silêncio só permanece em minha boca,
e o encantamento faz parte desse céu gracioso como um todo.

Apesar da leve garoa que cai suavemente em minha pele um pouco pálida,aqui permaneço.
De pé.
Admirando sua imensidão.

A paz que ele me traz é algo inexplicável.É como se minha alma fosse purificada a cada suspiro que saltava de mim ao vê-lo.

O momento é nostálgico.Estou aguardando por algo. Algo que não sei se virá ao meu encontro assim como prometido.
E enquanto as minhas preces feitas ao luar estão em andamento,eu firmo meus pés exaustos de tanto correr no chão.
Respiro pausadamente e volto meu olhar para cima. E peço.
Peço para ser ouvida,peço para ser amada.
Peço para que eu encontre uma razão para não desistir de tudo.
Eu apelo para não ser esquecida.

Ergo meus braços,cheio de peso,culpa,cansaço e deixo a chuva cair em mim.
E instantaneamente a ânsia vira paciência.
A ira desflora em compreensão.

Creio que não tenho forças para continuar,mas
dali não saio.

A espera de algo... ou alguém.
Sempre espero demais das pessoas.
E nesse final de história,eu sou a tola.