segunda-feira, 15 de novembro de 2010

simple things.


Como ousas utilizar uma palavra de peso tão forte sendo que nem mesmo entendes o verdadeiro segredo que se omite nela?
Um ato imprudente e repleto de ilusão,que nós faz crer num bem maior.
Algo que nunca será concreto, porque tornar-se real causaria a total destruição de algo que
curiosamente chamamos de sonhos.
E nós dependemos deles para sobreviver.
De fatos inexistentes e suposições absurdas.
As pessoas vivem e precisam acreditar em coisas assim,
porque nesse abismo repugnante e cético no qual foram expostas ao nascerem,
elas percebem que o que mais anseiam é uma pseudo felicidade.
Seja ela qual for,ou de onde quer que derivou.
Pois encontramos escondido em sua simplicidade o mais belo e puro sorriso,
que guarda dentro de si um sentimento que desejamos ter sempre...
O PRAZER.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Annoying


Essa nostalgia me atormenta a cada dia que passa.
Parece que com o decorrer do tempo,as estações mudam instantaneamente e com elas se vão uma parte do sentido daquilo que um dia foi tudo para nós.
O natal parece ser frango assado,nozes e presentes.
O ano novo se resume em álcool,amigos e pseudo-independência.
Carnaval é salvador,micareta e muitas jovens engravidando.
A páscoa chega com o merchan dos ovos onde cada marca tenta surpreender,porém o chocolate é sempre o mesmo.

E sempre acaba na mesmiçe.
Cadê a graça do novo? Onde está escondido o prazeroso sorriso que as pessoas dão ao conseguirem o que querem?
Nada mais é inovador. Nada mais nos impressiona.
Tudo gira em torno do que nos entedia.
Até mesmo as pessoas não conseguem transparecer algo fora do comum no momento inapropiado para nos pegar de surpresa.

Entramos na era do comodismo,onde ninguém se importa com o que acontece ao seu redor.
Os segundos,minutos,horas,dias passam como ondas em um mar sutilmente esverdeado,que estão ali por estar... por obrigação da própia natureza.
Eu realmente queria poder mudar isso. Queria fazer as pessoas perceberem que a vida se manifestou e que eles não estão mais no controle.
Mas sou totalmente insignificante diante a grandeza do ego e falso arbítrio de cada um.

Sou uma mera mortal. Uma sonhadora.
E comigo levarei sempre essa idealização de algo que existe para ser inexistente.
Que se contradiz para tapear os suspiros dos insatisfeitos.
O grito silencioso dos inconformados.
O olhar penetrante e misterioso dos iracionais.
A respiração profunda e ofegante dos ignorantes.

O que será de um se ninguém faz juz ao seu própio todo?
De nada esse um será.
Porque por mais que eu gaste todos os meus esforços,que já me parecem inúteis,
a minha revolta irá apenas contra ela mesma.

E disso me cansei. De tentar ser sempre aquela consciência irritante dizendo o que julga ser coerente e justo para ela.
Por isso nada mais me surpreende.
As pessoas NÃO mudam.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

uma chance.


'Há um tempo não escrevo nada.
Meus sentimentos estão cada vez mais ocultos..como se eu estivesse os escondendo,
porém,nem eu mesma sei aonde encontrá-los.
Estou me tornando a incerteza pura.
Não por estar sendo insensível,e sim,por simplesmente deixar a vida correr.

Lágrimas caem de olhos desesperados por respostas.
E tudo o que almejo são explicações.Aonde as encontro?
Inacreditável como esse acorde soa desafinado.
Um pouco que se afrouxa a tarraxa,a música não é mais perfeita..

E por mais que eu tente correr atrás,
eu me camuflo na incógnita que tenho comigo e opto por enterrar essa história.
Por mais difícil que seja,talvez esta é a melhor forma de resolver as coisas.
Com desprezo e um pouco de amor próprio.

Nada é como parece e nunca será como nos seus sonhos.
Porque em todo final,uma nova vida começa.'

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

the heart is wise.


'À você,

No meio do tumulto,com as pessoas passando por mim com aquele ar de desprezo,
eu procurava desesperadamente a batida do teu coração,que,
por mais longe que estava,eu a ouvia,como se fosse o único som que meus ouvidos captavam no meio de tantas outras frequências.
Isso aparenta desnecessário,mas é inevitável para mim.
Eu queria poder voltar os ponteiros do relógio e mudar tudo o que aconteceu.
Queria poder não ter te encontrado naquela noite,
queria poder não ter tocado o teu rosto macio com aquela barba a fazer,
queria poder não ter te abraçado e sentido o seu coração pulsar mais forte,
queria poder não ter sentido vontade de te roubar para mim,
queria poder não ter te beijado,
queria poder não te amar...

Mas só este verbo foi conjugado no pretérito.O querer.
O agir é impossível,pois eu não consigo parar de pensar em como você é lindo ao acordar.
Ou no modo em que você range os dentes ao me fazer cócegas.
E eu odeio isso;o fato de não conseguir colocá-lo aonde deveria...
nas minhas memórias,e seguir a minha vida.

Talvez,o não partir signifique algo.
Como,tarefa não cumprida,ou uma lição que devo ter para calejar o meu coração.
Ou então seja algo maior.Algum plano superior que eu jamais entenderei...
mas tenho comigo a certeza de que tentei... e como.
Passei dias tentando entender o que se passava contigo quando estávamos juntos.
O que você sentia,a intensidade,o modo como se dirigia a mim e
as suas atitudes.Eu o analisava e tudo o que via era um grande mistério.

E mesmo assim,eu lhe dei a chance de mostrar como seria amar alguém.
Pois nós nunca sabemos o que é verdadeiro até nós passarmos por ele,sentir falta e correr atrás do que foi perdido.
E disso eu me lamento até hoje. Aonde desabafo por meio de palavras e tento entender o porque as coisas são assim.
Tudo em excesso cansa.
E honestamente,não era o que eu desejava ser para alguém um dia.
Parte de uma rotina repugnante e aquela pessoa a dar satisfações no final do dia.
Eu ansiava algo muito melhor,muito mais puro e verdadeiro.
E creio que nunca terei o prazer de desfrutar essa ideia platônica que criei para mim mesma.

Eu queria amor. Amor verdadeiro.
E,posso ter me enganado achando que você seria o acorde perfeito para a melodia da minha vida.
Mas não tenho dúvidas que você é uma nota com afinação perfeita.
Portanto deixo por aqui tudo de ruim que me atormentou durante esses dias cinzentos.
Uma porção de lágrimas e um desejo de boa sorte.
E quem sabe o que está nos aguardando se nós não continuarmos vivendo?
Pois é. Talvez eu fosse alguém para amenizar suas dores,e apenas isso.
Mas nós permitimos que isso fosse mais longe.
E agora,é hora de dizer...'

domingo, 8 de agosto de 2010

O último dia da minha vida.


"Hoje eu acordei e tudo estava diferente.A minha concepção de vida tinha tomado um valor inexplicável e a cada andada do ponteiro era uma batida a menos que o meu coração dava.
Era 00:01,e ali começava o último dia da minha vida.
Levantei naquele mesmo minuto e um desespero tomou conta de mim. Não sabia o que faria primeiro,pois na minha mente passava tudo o que eu tinha planejado e não fiz,e agora,eu teria que priorizar tudo isso.
Inquieta,saí da minha casa carregando a Bree (meu violão e eterna companheira),em busca de soluções. Sozinha,tocando música para as estrelas,senti o desejo de falar com as pessoas que amo.
Fui para casa,peguei meu carro e fui em busca dos meus verdadeiros amigos,enquanto ligava para o aeroporto encomendando um jato para me levar para o Brasil (pois eu vivo na Califórnia à 5 anos,desde que completei 21).A cada amigo que eu acordava e me despedia,era mais um pedaço do meu coração sendo consumido.
A última parada antes de embarcar foi Hollywood.Eu olhei para aquela cidade de uma forma que nunca tinha olhado antes.Com uma garrafa de vodka e muitas lágrimas,olhei no relógio e vi que era 02:02...Isso era para significar que alguém pensa em mim.Porém,não consegui encontrar ou enxergar essa pessoa..
Embarquei ás 02:30 e cheguei às 6:00 em São Paulo.No caminho reparei na cidade linda em que vivi a maior parte da minha vida e nunca valorizei.Ao descer da rodoviária vi meus pais e todos os meus amigos me esperando.Aquilo valeu a minha vida toda.Pois,enquanto eu procurava ser alguém no mundo a fora,pessoas que eu deixei para trás continuaram com o mesmo olhar de quando eu parti...cheios de amor e carinho.
O restante do meu último dia.. bom,foi apenas risadas escandalosas,abraços e beijos,bebidas e muita música.Foi o dia mais bem vivido que eu tive.
E agora,são 23:59 e essas são as minhas últimas palavras.
Adeus mundo agonizante."

segunda-feira, 19 de abril de 2010

whisping what is bothering me.


I hate goodbyes.
I hate to pretend that i'm ok,but it's what i do all the time.
I hide my feelings to see who i love happy.
I cannot deny that i know how to deal with my scars,but it's so hard.
When i see what i did,i just cry my heart out.
My mistakes don't let me move on.

I'm so weak,so harmless.
I need a guidance to get over it.
I want to find i place where i belong to.

I will fly away to search my freddom.
I will run into the field and scream what is bothering me.
I will sit in the ground and see the sunset.

I will live,at least once in my whole life.
I wanna understand what it means..what it feels like.
Just let me go,I'm free now.

Come here...
I wanna taste your lips for the last time,
I wanna smell you to remind the time i used to smile when i heard 'i love you' all the time.

I just wanna say,
Goodbye.





quarta-feira, 7 de abril de 2010

algo como o outono.



E de que adianta todas as lágrimas no final,

se tudo acaba em uns goles de amargura e
desgosto?

eu não vou mudar.

e nunca vou ser o que você sempre esperou.

e eu,tão tola,acreditei que você entenderia...

mas não. tudo resultou em dor e incompreensão.

um pouco mais e o mundo seria ideal.

ah,doce sonho.

mas o sarcasmo tinha que vir e criar vida em tua
boca.

e,quando fui me dar conta,você regurgitava palavras em
mim,me nomeando a pecadora.

cicatrizes foram feitas,e o que me restou? argumentos
inúteis,ignorância e um novo caminho sem ti.

vida nova.

as brigas intermináveis tiveram seu final
feliz.

isso seria meio cliché,mas pensar que isso poderia ser
para sempre, foi árduo e desesperador.

as coisas mudaram,e vão mudar.

afinal,quem mudou o percurso do rio foi você
mesmo.

e agora eu desaguarei em outros mares.

adeus